O conflito
Duas irmãs nascidas do mesmo silêncio.
Uma escolheu a luz. A outra escolheu a fome.

Dhera

Nebularis
“Não devemos temer o confronto… Do caos, criamos as estrelas.”
Dhera
Ela era feita de energia viva, como o primeiro sopro que dá forma ao mundo. Nascida da mesma origem que a irmã, escolheu um caminho diferente: aproximar-se da criação em vez de observá-la de longe. Onde Nebularis via humanos como faíscas passageiras, Dhera via potencial.
Quando se manifestava, sua forma parecia uma luz pulsante — quente e intensa, como uma estrela recém-nascida. Havia firmeza em seu olhar, mas também compaixão. Não uma compaixão frágil, mas a de quem acredita que até os seres mais frágeis podem se reerguer.
Ela não moldou os humanos para controlá-los. Buscou preservar o que os tornava únicos: suas emoções, suas escolhas e sua capacidade de mudar o próprio destino. Enquanto a irmã criava vultos, Dhera protegia as chamas que ainda ardiam nos corações humanos. Entre todos os mortais, alguns chamavam mais sua atenção — pessoas que carregavam forças antigas dentro de si e cujos caminhos ainda não estavam definidos. Gabriel era um deles.
Quando o observava, Dhera via mais do que um menino diante do próprio destino. Via a possibilidade do equilíbrio — alguém capaz de resistir à escuridão sem perder o que o tornava humano. E por isso, mesmo de longe, ela velava por ele. Não como uma deusa distante, mas como guardiã silenciosa da esperança que ele um dia poderia representar.
Nebularis
Nascida entre o brilho das estrelas e o silêncio do vazio, ela carregava a beleza fria do cosmos e a distância de algo que nunca pertenceu de verdade ao mundo mortal. Raramente se revelava por inteiro.
Quando se manifestava, aparecia envolta em névoas luminosas, como uma constelação em movimento. Seus olhos tinham a profundidade do espaço infinito, observando a humanidade com uma curiosidade quase impessoal. Para ela, humanos eram faíscas breves de existência: intensas, frágeis e, acima de tudo, passageiras.
Diferente da irmã, Nebularis não se comovia com suas histórias ou esperanças. Via a humanidade como matéria moldável, algo que podia ser alterado para servir a um propósito maior. Foi dessa visão que nasceram os vultos.
Ao tocar certos humanos, ela arrancava o que os tornava plenamente vivos: suas emoções, suas memórias mais profundas, sua luz interior. O que restava eram sombras obedientes — fragmentos de pessoas vagando pelo mundo sem vontade própria.
O protagonista
Gabriel Piacentino, 13 anos.
Ele cresceu numa casa simples no alto de uma montanha da qual não podia descer, onde o tempo parecia correr mais devagar. A avó era tudo o que ele conhecia como família — ela lhe ensinou a andar, a escutar o silêncio da noite e a observar o mundo como se cada detalhe escondesse uma história.
Pai, mãe, irmã e avô existiam apenas nas histórias dela, contadas em noites silenciosas quando o vento passava pelas janelas. Ele cresceu se perguntando se havia herdado algo de cada um: um traço, um impulso, um jeito de sentir o mundo.
Então a avó desapareceu, deixando um bilhete dizendo que ele estava pronto, e uma chave que abre um caminho escondido para fora da montanha. A jornada começa sem espada. Ele precisa libertar o primeiro espírito antes de conseguir lutar.
- Idade
- 13
- Altura
- 1,60 m
- Personalidade
- Curioso, sensível, observador
- Carrega
- Ecos de vento, fogo, terra, água e luz
Gabriel Piacentino — arte de personagem
A família
Ele nunca os conheceu. Mesmo assim, os herdou.
Para proteger o Legado da Luz, cada um deles partiu numa missão própria e foi transformado por Dhera num espírito elemental. Libertar um deles é como Gabriel conhece a própria família pela primeira vez.
Os Piacentino — arte de personagem